sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O tédio

   O tédio tic-tac com o tempo do relógio, que não é o mesmo tempo do seu ócio
   O tédio te acorda com o nascer do sol, só não é o mesmo pôr do seu corpo no lençol
   O tédio te acompanha mesmo sem querer, só não tira férias e não te deixa adormecer
   O tédio vai e volta, entra e sai sem permissão, angústia que te aprisiona e te pega pela mão


  Meu caro companheiro, os seus dias vou contar, a tormenta que o segue, logo acabará
  Sua casa sem janelas, sua porta sem fechadura, não se abrem assim como sua boca suja
  Seu pesadelo só acabará quando ele chegar, se o tédio te deixar, se levante e vá buscar
  Não irei te perdoar pela taça de vinho quebrada, nem a cinza do cigarro espalhada pela casa

 
 Te abandono nesse verso por não ter o que falar, seu tédio é tão contagioso que me fez calar
 Quando sair dessa, não se esqueça de ir a missa, invente um pecado mesmo que não exista
 Tuas feridas cicatrizam quando deixa de mexer, se manter ela aberta, deixará de adoecer
 Fique aqui sozinho, seu tédio em uma estrofe, voltarei só para escrever a sua morte.

De Sete Disserte

Eu
Queria dizer
Que eu posso 
Fazer uma estrofe linear
Sem deixar de falar amando
Sem  deixar de sofrer e cantar 
Sem deixar de rimar os sete sofreres.

domingo, 2 de setembro de 2012

Meu telefone não toca.

       Não sei quem quer ligar, ou se não há alguém a beira. Só sei é que meu telefone não toca,nem que eu queira.Fica no bolso,no sofá da sala,jogado na cama,caído na escada.Não ligo,não toca!
   Mensagens que nada querem dizer,a não ser propagandas,ou alguém que precise de arrego.Política,correntes,horóscopo,falta de saldo,é o que vem,sempre com expectativas ao ler,eis o desespero.
  Unhas em minhas mãos,não existem mais,o nervosismo,a ânsia,foram culpadas. É capaz. Meu sono é um dos principais,talvez a falta dele,aquela pequena esperança das lâmpadas se acenderem no último segundo de olhos abertos,uma chamada perdida,um assobio na janela,é coisa da cabeça,pode ser,ou é,só pra disfarçar sutilmente o silêncio,a solidão.
  E meu telefone ascende,abro rapidamente os olhos,só que: Bateria fraca. E não faz sentido,só deve ter se desgastado pelas várias horas que ligo e desligo,ou ligo de um outro,só pra vê-lo tocar.
 E meu telefone,aquele que cai e sai misteriosamente do chão sozinho.O admiro,não tenho este forte dom,mesmo que não toque,conforma-se. Já eu,não.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Falem o que quiser,me chamem de maligna,mas a verdade é que eu sou louca pra que certos casais vivam infelizes para sempre e que ele volte a ser todo meu.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tentando concluir um enigma

       Sabemos que a probabilidade de dar errado e de sofrermos é bem maior que a de dar certo. Mas a razão não fala mais alto que os sentimentos e as vontades.
      Ah,se pudéssemos controlar cada batida e cada arrepiar de nossos corpos,seriam menos casos de arrependimentos ,menos corações feridos,menos choros e sofrimentos. Alguns sabem fugir,mas sempre voltam,porque a maldita saudade os atormenta,alguns se entregam e acabam sofrendo ainda mais do que os que recuaram,outros escondem de todos,mas quando o amor passa por perto e lhe dá aquela olhada que estremece-o dos pés a cabeça,não consegue enganar,ali está a pista: A cara de bobo que não consegue controlar.
       Escrever métodos de como evitar se apaixonar,assim como faço,também pode ser um modo de se esconder atrás das palavras. Um outro coração frágil que tenta suprir suas necessidades através de um esconderijo. Escondo-me até mais do que deveria,sinto que sou cruel comigo,mas é melhor assim,implorando de joelhos para a razão falar mais alto que o coração,evitar é mais fácil que arriscar,se aprender a lidar com esse sofrido é um demorado processo. Torna-se mais difícil penetrar nos pontos desejados,assim a seleção natural do verdadeiro,do corajoso,do que virá para ficar, será cada vez mais rigorosa,janelas e portas de titânio,brechas difíceis de ultrapassar,cortar caminhos serão meios ainda mais demorados de chegar no local desejado.
Nunca disseram que fosse fácil,nunca provaram que seria rápido. Mas os infalíveis sobreviverão:paciência e delicadeza,que cairão sempre de prato cheio sobre a mesa.

domingo, 27 de maio de 2012

Ninguém precisa saber


     Não ter nada pra escrever,mas com vontade de se expressar e soltar tudo que guarda dentro de si por tanto tempo. Mas que saudade eu tenho daqueles momentos onde havia o que dizer,havia o que sentir,o porque sorrir,o motivo escrever,a razão do viver.
    Todas as palavras um dia escritas,jamais terão a mesma intensidade das de hoje em dia,pois tudo que foi um dia,não voltará a ser hoje,nem amanhã,talvez nunca se repita. Foi bom viver o que vivi,foi bem feito pra mim,mas eu aprendi o que devia e o que não devia. Não importa quais foram os sentimentos aqui deixados,os apagados e os escondidos que passam hoje a surgir,ninguém precisa saber.
   É que eu tenho essa mania de esperar a segunda-feira chegar, tentar ocupar o tempo pra tentar apagar e esconder de mim mesma aquilo que quer nascer dentro de mim,mas eu sei que não devo deixar,pois fará um grande estrago aqui dentro,tirará todo meu sono,ocupará minha mente e todo meu tempo,me fará sair de mim,perder o foco,a linha que procurei seguir. E eu vejo,só eu vejo,o limite quando chega,faz um mal danado,mas eu repito," ninguém precisa saber".
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A lei da troca

   As pessoas, assim como o planeta estão degradando. Um dia são melhores amores,melhores amigas,melhores parceiras. De acordo com o tempo,o conhecimento e a convivência com outros seres,passa surgir novos interesses e pouco a pouco acabam falando mais alto,o esquecimento do antigo companheiro, por outro melhor surge de uma hora ou outra. E tudo o que um dia foi importante de verdade,não passa de uma mera lembrança,alguém que já foi tudo,passa a ser nada,quando se é adquire alguém "melhor" ou mais interessante . Aí sim,se descarta o que já lhe foi válido,prazeroso,o que já lhe fez tanto bem,é excluído de sua vida, sem dó nem piedade, do dia para a noite tudo pode mudar,é a lei de aprendizagem humana,portanto: Acostume-se,ou sofrerá consequências,choques e surpreendimentos com os supostos companheiros.

domingo, 20 de maio de 2012

Fetiche


     Eu queria compartilhar esta paz a vida toda,esta forma de viver,nessa calma que eu costumo ter por alguém que não procurei conhecer. E o que dizer desta viajem ? Na frente do espelho e o querer despertado por uma vida,a vontade de  compartilha-la com quem queira usar-te,cuidar-te,manter-se imune,protegido,no mesmo lar,na mesma sala de estar,cheirar o mesmo perfume.
      E o que dizer das vontades ocultas,das cortinas de blackout tornando as tardes ensolaradas,escuras. Planejar tudo que quis fazer estar,gerar o frio artificial,ligar o ar,deitar a dois,ouvir o barulho da chuva imaginária enquanto lá fora o sol raia.
 Assim vou imaginando,esperando,criando,colocando e tirando,transformando. Enquanto não chegas,meu caro,esperarei até que tudo se concretize,tingirei as paredes do meu gosto,mantendo meus hábitos,alimentando meus fetiches.

E a gente vai..


   E a gente vai levando,empurrando com a barriga,tapando o sol com a peneira,respondendo "tudo bem" quando nos perguntam como estamos.
    E a gente vai indo embora sem dizer tchau, trocando a água pelo vinho,o álcool pela gasolina,o indo pelo vindo,a ida pela vinda.
   E a gente vai, e a gente vem, apenas se ajeitando numa posição que nos conforte,que nos faça bem por mais que nada esteja nos conformes,o costume vira hábito,tudo entra nos estoques
  E a gente vai vivendo,cometendo erros,esquecendo acertos,jogando o lixo no bueiro,parece propósito,só pra ver a água inundar o bairro inteiro.
  E a gente vai contando os dias,desesperadamente aguardando o final de semana.       Mas quando chega não vai além de uma xícara de café forte,um corpo gelado em cima de uma cama.

Normal demais


A mentira vira rotina e eu acabo me acostumando,
No primeiro encontro,já dizem eu te amo,
As palavras se tornam fúteis,
Os abraços nos momentos de tristeza são sempre inúteis.

Quando nada faz sentido,o pesadelo não é mais castigo,
Não vale a pena crer em nada,repito sempre comigo,
E quando ligar-te em busca de socorro,
Caso negue-me,não se preocupe comigo,este tolo,
É que a mesma cena,nunca fez um capítulo novo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Chuva,mãe.

     E quando chove, sair para trabalhar se torna um tormento,o trânsito lento,do frio só ouço lamento.Mas parei para pensar em quanto os vejo a reclamar - Maldita chuva,atrapalhou meu final de semana,minha praia,minha balada. Da janela perfeitamente da pra se vê a felicidade das plantas, o balanço,o auê. Enquanto emburrados estamos olhando dos vidros do ônibus,lá fora elas cantarolam,refrescando suas raízes,a raridade caindo das nuvens que choram.
   Chuva: você reclama, as plantas comemoram.

Irreversível

      Sabe, uma segunda comum,um dia qualquer onde todos pareciam iguais,sempre a mesma e velha rotina. Caminhando sempre distraída pelos corredores,tropeços e trapalhadas,ao carregar minhas pesadas pastas que quase sempre as deixava cair,graças a esse  jeito desatento,desordenado de seguir.
      Numa rotina cansativa e exaustiva,num destino e caminho irreversível,como se não houvesse rumo,direção ou uma nova missão. E que eu viva assim enquanto der,enquanto puder,a falta sempre nos bate no meio da sexta a noite,a vontade de mudar de lado,de ser procurado,encontrado. Que isso possa mudar,que estrelas cadentes chovam sob meu teto,pois irei sentar-me e fazer um pedido a cada uma que cair.
     Frio,café,o jornal que falta pouco sangrar quando é dobrado,morte,sangue,choro,é o que vejo. Nas capas de revistas,rostos felizes e maquiados,pelas propagandas e vitrines todos seguem manipulados,até os sentimentos são fisgados,são influenciados.Eles dizem para não amarmos,mas mostram casais felizes nas telas de cinema,finais bonitos,o que parece impossível ser comprado e na verdade jamais será.
     Por mais que tudo mude,meu pensamento não troco por outro qualquer,não moverei uma palha se quer para adequar-me ao padrão feliz de vida como todos planejam.E que eu viva assim pelos fins do dia,das tardes,da vida. Quando entro em meu apartamento só me deparo com a cortina em movimento,balançada pelo vento,meu cão faminto em minha direção vem correndo,o silêncio das paredes,a doce rima de meus velhos literários,meu chá quente sob a poltrona de couro,sento-me ao teu braço. E que seja assim por muito tempo,ou o que durar e restar de mim,não há o que mudar,não há onde voltar, é aqui que sempre estive,é assim que sempre vivi. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pelos bares da cidade


      E aí você abre os olhos e já é manhã e domingo. Com dor de cabeça,cheio de hematomas e marcas irreconhecíveis pela nuca,braços e costas. Sem saber como chegou em casa daquela insana noite nos bares da cidade,sem rumo,sem nada no coração,apenas tentando se jogar no primeiro boteco de esquina que lhe proporcionasse um bom vinho,aconchego e belas trocas de olhares de mesas vizinhas. Só pra se sentir melhor,só pra alegrar teu ego.
    Joga-te ali no cantinho,senta-te e espera que um belo moço lhe acompanhará numa prosa com as segundas intenções de levá-la a qualquer lugar, a lugar nenhum, Desde que faça-me viajar um pouco,distrair-me destas más sextas atordoadas.
   Ascendendo um cigarro atrás de outro,golos e golos de vinho,o melhor. O que minha cabeça doa menos quando amanhecer. E quando acordar caída sobre os lençóis amassados de uma cama,de um hotel qualquer,só desejo encontrá-lo ali do lado deitado,ou levantando bem cedo trazendo-me um forte café. Pois essas noites passadas onde encontrei-me por muitas vezes atirada num canto qualquer,nem se quer ouvia passos ou barulhos de algum ser ao meu lado,se importando com meu péssimo estado. Então,meu caro senhor que irei conhecê-lo nestes bares da vida,ao menos pague minha conta,leve-me ao teu lar e ama-me,ama-me até o sol se por de novo.  Ah garçom,enquanto espero meu bom,Traga-me logo outra bebida.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O verdadeiro permanecerá

     Sabe,após ter ouvido suas histórias e um pedaço de seu sofrimento. Após ter me colocado diante de tua dor, de ter sentido em minhas mãos um pedaço de seu coração eu me senti responsável e parecia tudo estar em minha obrigação,em meu comando de agora em diante. Juro que não consegui caminhar sem a necessidade de tuas pegadas atrás, senti falta confesso.
   Eu quis carregar teu mundo em minhas costas,o meu cheio de problemas e como haviam, Mas querido,não me importava naquela época,pois a partir do momento em que decidi viver tua vida ao invés da minha eu abri mão de tudo e de todo meu passado para curar seus medos e fazer recomeçar ao meu lado a melhor fase de sua vida.
    Tentei mudar a posição dos mapas pra fazer nossos países se chocarem,entrarem em conflito. As vezes haviam invasões de território e outras vezes desastres e tragédias. E eu sempre com meu corretivo,minhas vendas e  corria para apagar o erro e o medo de sua vista,não queria que visse nada além da perfeição, se eu prometi foi para dar meu mundo e cumprir,só pra te ver sorrir. E era assim,navegava altos mares para trazer-lhe a mais bela concha e tirar aquele seu sorriso mais perfeito que aumentava ainda mais minha vontade de arrancar outros infinitos  brilhos de seus olhos. Era único,especial,não havia algo igual. Era simples,singelo, não me pedia nada em troca e não queria na verdade. Queria fazê-lo feliz e essa era minha missão,se eu falhasse não sei o que seria de mim,mas não foi o suficiente.
    Marés e enchentes caíram sobre nós,forças contrária me puxavam ao seu inverso afastando-me cada vez mais de ti e lá no fundo eu ouvia sua voz me chamando de volta,pedindo para não desistir de ti. Você precisava ir,talvez seria por uma longa caminhada,dizia que precisava partir e que  tudo estava calculado em seu tempo. Ele suplicava, implorava para  não desistir, pois um dia ele voltaria e tudo que fosse verdadeiro continuaria e em seu lugar ainda mais intenso permaneceria.
    

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dois em um

   E quando as luzes da cidade se apagarem,a neblina cair no retrovisor do seu carro enquanto correr em alto velocidade com o som no máximo,ouvindo aquela nossa música, ultrapassando o sinal vermelho,tentando fugir das lembranças e elas ainda habitam no seu porta-malas. Pare o carro,pare no vento,volte a curva,volte ao tempo e tente se lembrar do que ficou pra trás. Aquilo que te motivava,te dava forças,o que te fazia sorrir e você deixou pra trás. Tudo de mais precioso, te conformava nos momentos dolorosos, te abraçava no frio,te amava nas noites de inverno. Estava,apenas estava em qualquer momento presente. E não sente falta não é ?      
    Diga que não o quanto quiser,eu sei que sente e ela arde e queima,tua saudade é como a minha que não foi embora nem com o precioso e suposto curador, o tempo.
     Ele que não foi pário para nos distanciar, só distanciou dois corpos,que longe um do outro só sentiu frio e saudade,mas nossos sentimentos ainda  continuam ligados como fios à tomadas.
  Não sei onde fui me meter,não sei onde queria chegar e em que beco fui me enfiar,pois agora não vejo saídas nesse labirinto,a vista de fora era bela,até o momento em que me lancei para dentro e mergulhei num mar de desilusão. Eram somente flores,cores,amores. Agora,sem mais nem menos, se transformam em espinhos,saudade e dores.
    Por isso eu grito e imploro que volte, volte e me tire daqui,desse labirinto de dores em que me lançou. Acreditei que levava-me à um belo jardim de mãos dadas prometia não soltar-me,não abandonar-me.
  Prometeu-me o mundo,acreditei e fui tão fundo e não conseguia ver o tamanho perigo que se aproximava de mim.
   Talvez não tenha atendido a todas suas esperanças,talvez não tenha sido tão perfeita como você foi pra mim ou por qualquer outro motivo que tenha de não querer voltar. Eu continuo e digo,peço que volte e eu sei que tudo passa,tudo volta ao normal. O mundo te cegou,colocaram-lhe vendas nos olhos e sobre carregaram seus pensamentos,te encheram de desconfiança e fizeram com que desacreditasse do amor de verdade,da importância que ele tinha em sua vida. Era o que te movia,era o que fazia viver. Tu eras tudo que tinha,bem ou mal,junto ou separado,frio ou quente. Era o mesmo,estava sempre,sempre contente e eu dava meu maior sacrifício,meu maior sorriso,vazia o possível e o impossível também só pra te ver sorrir,te ver um pouco mais feliz. Se minha presença não bastava eu não sei, mas a minha vida lhe entreguei,não tinha mais nada em minhas mãos pois o meu tesouro maior se foi,o seu coração,o meu coração.
       Volte esse carro,retorne toda a estrada percorrida e venha liberta-me das correntes que me prendem e me afastam da vida,da  vida que nada mais nada menos se resume em você. É por isso que continuo,acredito que volte,que venha e me pegue no colo e me leve pra longe e me faça sentir tudo aquilo que eu sempre sonhei.O meu coração que é só teu, e meu olhar vai encontrar o seu,e juntos serão um só. Como nós,não existirá eu e você,somente nós.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Prometi não parar de dançar

Vem e não vai mais embora
Deita do meu colo e rola
Teu lugar é o meu lugar
Meu dever é te abrigar.
Te vejo em outro abraço
Não sei o que eu faço
Já entro em desespero
Preciso do teu cheiro.
Não há nada o que dizer
Não há o que escrever
Nem o que falar,pois
Eu sei,eu preciso ter você.

É tão ruim,dói demais
Sentir essa vontade que
Não me deixa em paz.
É tão bom,te tocar
Viver essa aventura de
Poder  sempre estar.
Correndo,sempre batendo
De cara com o muro,é mesmo
Um absurdo,mas eu fico quieto e mudo.
Eu mudo tudo,meu jeito,meu cabelo
O lugar do meu espelho,meu endereço.
Por você eu faço tudo.
És meu suspiro mais profundo,a mais
Bela paisagem do meu mundo.
És poesia,és prosa,bolero,perfume de rosa.

Entrei na roda,não vou mais parar te olhar
Enquanto eu ouvir a tua voz cantar,
Enquanto eu ouvir teu suspiro ofegar,
Teu suor a pingar sob o chão do salão,
De tanto dançar,eu prometo não parar.
Não parar de dançar,Não parar de te amar.

Vagner e o violão

Haviam calos em seus dedos,tocava tanto aquelas cordas
Havia papéis espalhados,cifras listadas e notas.
Seu único lazer,seu maior prazer era tocar.
Tua alma se expandia de acordo com os atos
que fazia,delicadamente,suavemente.

Ah garoto que não deixa-nos observar,que pena não poder olhar seu grande talento,
Só ouço de longe o meigo som e observo de sua janela entrar aquele constante vento,
E só balançam as cortinas, eu vejo teu som,ouço teu movimento,
És tão desatento e atento ao que queres ao mesmo tempo.
Eu não quero,mas acabo entendendo.

Jamais o vi sair daqui,te seu quarto só ouço zumbir,
Teu barulho não incomoda, suas fortes batidas eu sinto,
Elas querem expressar o teu grito.
És tão meigo,tão quieto e calado
Mas eles não entendem o que queres ao teu lado.

É ele,somente ele, é o maior vilão dessa tua prisão,
Arrancarei-o com meu laço,com meu articulado embalo,
Então peço permissão,e se não me deixares,entrarei de invasão
No teu quarto,no teu violão,em tuas letras e notas.
Serei o próximo e mais novo tema de sua nova canção,tocarei a mais
Profunda a canção,a canção do teu coração.

Stop in you



Não quero baderna,não quero estragos
Não quero bebidas,não quero cigarros
Não quero depois,não quero amanhã.
Não quero beber,não quero comer.
Não quero pedir,não cair.

Não posso te impedir,de ficar aqui
Só posso pedir,que deixe seus passos
bem perto, perto de onde eu possa
acompanhar e avistar tua sombra
Eu  imploro que fique,já disse e é tudo.

Quero tua pirraça,eu suportarei,
Quero teu dengo,eu lhe mimarei.
Quero teu choro,pois secarei,
Quero teu pior,Pois já sei lidar
com o teu melhor.

Me faz um bem danado te ter de longe,
Me faz uma falta tamanha te ver distante.
Me mande afastar,me faça parar
É errado,é complicado mas não há lugar
Melhor onde eu pare,a não ser,
Parar em você.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Armazém


         Ainda não sei como meu cérebro consegue suportar e armazenar tantas lembranças,tantas cenas e fazer com que elas passem feito um filme em minha cabeça dia e noite.
    Todos os momentos,idênticos,todos os dramas,as tramas. Braços,abraços,brigas,reconciliamentos   rápidos. Colo meu,beijo teu.
    É tão real suspirar sonhando, igual como no tempo exato que ocorreu.
    Mas alegria não é a mesma,ficou lá atrás e só restaram a saudade e os vultos de sua imagem, que não me deixa em paz.
    E como dizem,tudo que vai volta. Não é bem assim,esperei e ainda espero que tudo volte para mim.
    O coração aperta,o pensamento judia, o silêncio toma conta do que já se foi um dia.
   

Os seresteiros

        E eles saem em busca do prazer pra obter os desejos de seu ego e manifestar o lado oculto de suas almas. Em busca de corpos quais quer para alimentar suas vontades,numa sexta-feira qualquer,se lançam na estrada a procura da euforia desejada. Prazer,mulheres diferentes a cada noite que passa,danças e taças.Sem a mínima nostalgia de nenhuma noite passada,nenhuma mulher que marca,nada. Concretizam seus desejos,afloram sentimentos e saem espalhando mágoas em corações de frágeis,que não resistem aos encantos galanteadores dos seresteiros das noites,que, conseguem fazer exatamente como planejam. É como um jogo,armadilha e sempre acabam caindo como vítima todas as vezes.
     Essa é a busca da felicidade momentânea segundo eles, só em busca de alguém que os faça sentir amado por todas ou por qualquer uma que quiser,obter o prazer desejado. Sentir-se assim,seria a melhor forma de fugir dos problemas,de descartar aquela inocente garota apaixonada que lhe torra a paciência dizendo que quer vê-lo,quer amá-lo e quer o homem de antes de volta. Mas não sabendo que aquele homem sabe fingir como ninguém,enganá-la a ponto de conseguir o que quer e depois mudar o comportamento para pior,assim fazendo seu coração palpitar,seu suspiro triste a esperar que volte a ser o que era antes,mas a pobre que não imaginara o quão grande é o problema de querer ter de volta o que na verdade nunca existiu.
   É injusto,é doloroso,é desesperador. Mas assim é que a banda toca e tem que se viver, tem que se chorar, tem que se sofrer. Ainda haverão dias em que passarão,mas voltarão, são dores passageiras,mas algumas permanecem por noites ou semanas,talvez a vida inteira. E assim vamos vivendo,fingindo não doer,tapando o sol com a peneira.