domingo, 26 de fevereiro de 2012

Pelos bares da cidade


      E aí você abre os olhos e já é manhã e domingo. Com dor de cabeça,cheio de hematomas e marcas irreconhecíveis pela nuca,braços e costas. Sem saber como chegou em casa daquela insana noite nos bares da cidade,sem rumo,sem nada no coração,apenas tentando se jogar no primeiro boteco de esquina que lhe proporcionasse um bom vinho,aconchego e belas trocas de olhares de mesas vizinhas. Só pra se sentir melhor,só pra alegrar teu ego.
    Joga-te ali no cantinho,senta-te e espera que um belo moço lhe acompanhará numa prosa com as segundas intenções de levá-la a qualquer lugar, a lugar nenhum, Desde que faça-me viajar um pouco,distrair-me destas más sextas atordoadas.
   Ascendendo um cigarro atrás de outro,golos e golos de vinho,o melhor. O que minha cabeça doa menos quando amanhecer. E quando acordar caída sobre os lençóis amassados de uma cama,de um hotel qualquer,só desejo encontrá-lo ali do lado deitado,ou levantando bem cedo trazendo-me um forte café. Pois essas noites passadas onde encontrei-me por muitas vezes atirada num canto qualquer,nem se quer ouvia passos ou barulhos de algum ser ao meu lado,se importando com meu péssimo estado. Então,meu caro senhor que irei conhecê-lo nestes bares da vida,ao menos pague minha conta,leve-me ao teu lar e ama-me,ama-me até o sol se por de novo.  Ah garçom,enquanto espero meu bom,Traga-me logo outra bebida.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O verdadeiro permanecerá

     Sabe,após ter ouvido suas histórias e um pedaço de seu sofrimento. Após ter me colocado diante de tua dor, de ter sentido em minhas mãos um pedaço de seu coração eu me senti responsável e parecia tudo estar em minha obrigação,em meu comando de agora em diante. Juro que não consegui caminhar sem a necessidade de tuas pegadas atrás, senti falta confesso.
   Eu quis carregar teu mundo em minhas costas,o meu cheio de problemas e como haviam, Mas querido,não me importava naquela época,pois a partir do momento em que decidi viver tua vida ao invés da minha eu abri mão de tudo e de todo meu passado para curar seus medos e fazer recomeçar ao meu lado a melhor fase de sua vida.
    Tentei mudar a posição dos mapas pra fazer nossos países se chocarem,entrarem em conflito. As vezes haviam invasões de território e outras vezes desastres e tragédias. E eu sempre com meu corretivo,minhas vendas e  corria para apagar o erro e o medo de sua vista,não queria que visse nada além da perfeição, se eu prometi foi para dar meu mundo e cumprir,só pra te ver sorrir. E era assim,navegava altos mares para trazer-lhe a mais bela concha e tirar aquele seu sorriso mais perfeito que aumentava ainda mais minha vontade de arrancar outros infinitos  brilhos de seus olhos. Era único,especial,não havia algo igual. Era simples,singelo, não me pedia nada em troca e não queria na verdade. Queria fazê-lo feliz e essa era minha missão,se eu falhasse não sei o que seria de mim,mas não foi o suficiente.
    Marés e enchentes caíram sobre nós,forças contrária me puxavam ao seu inverso afastando-me cada vez mais de ti e lá no fundo eu ouvia sua voz me chamando de volta,pedindo para não desistir de ti. Você precisava ir,talvez seria por uma longa caminhada,dizia que precisava partir e que  tudo estava calculado em seu tempo. Ele suplicava, implorava para  não desistir, pois um dia ele voltaria e tudo que fosse verdadeiro continuaria e em seu lugar ainda mais intenso permaneceria.
    

sábado, 21 de janeiro de 2012

Dois em um

   E quando as luzes da cidade se apagarem,a neblina cair no retrovisor do seu carro enquanto correr em alto velocidade com o som no máximo,ouvindo aquela nossa música, ultrapassando o sinal vermelho,tentando fugir das lembranças e elas ainda habitam no seu porta-malas. Pare o carro,pare no vento,volte a curva,volte ao tempo e tente se lembrar do que ficou pra trás. Aquilo que te motivava,te dava forças,o que te fazia sorrir e você deixou pra trás. Tudo de mais precioso, te conformava nos momentos dolorosos, te abraçava no frio,te amava nas noites de inverno. Estava,apenas estava em qualquer momento presente. E não sente falta não é ?      
    Diga que não o quanto quiser,eu sei que sente e ela arde e queima,tua saudade é como a minha que não foi embora nem com o precioso e suposto curador, o tempo.
     Ele que não foi pário para nos distanciar, só distanciou dois corpos,que longe um do outro só sentiu frio e saudade,mas nossos sentimentos ainda  continuam ligados como fios à tomadas.
  Não sei onde fui me meter,não sei onde queria chegar e em que beco fui me enfiar,pois agora não vejo saídas nesse labirinto,a vista de fora era bela,até o momento em que me lancei para dentro e mergulhei num mar de desilusão. Eram somente flores,cores,amores. Agora,sem mais nem menos, se transformam em espinhos,saudade e dores.
    Por isso eu grito e imploro que volte, volte e me tire daqui,desse labirinto de dores em que me lançou. Acreditei que levava-me à um belo jardim de mãos dadas prometia não soltar-me,não abandonar-me.
  Prometeu-me o mundo,acreditei e fui tão fundo e não conseguia ver o tamanho perigo que se aproximava de mim.
   Talvez não tenha atendido a todas suas esperanças,talvez não tenha sido tão perfeita como você foi pra mim ou por qualquer outro motivo que tenha de não querer voltar. Eu continuo e digo,peço que volte e eu sei que tudo passa,tudo volta ao normal. O mundo te cegou,colocaram-lhe vendas nos olhos e sobre carregaram seus pensamentos,te encheram de desconfiança e fizeram com que desacreditasse do amor de verdade,da importância que ele tinha em sua vida. Era o que te movia,era o que fazia viver. Tu eras tudo que tinha,bem ou mal,junto ou separado,frio ou quente. Era o mesmo,estava sempre,sempre contente e eu dava meu maior sacrifício,meu maior sorriso,vazia o possível e o impossível também só pra te ver sorrir,te ver um pouco mais feliz. Se minha presença não bastava eu não sei, mas a minha vida lhe entreguei,não tinha mais nada em minhas mãos pois o meu tesouro maior se foi,o seu coração,o meu coração.
       Volte esse carro,retorne toda a estrada percorrida e venha liberta-me das correntes que me prendem e me afastam da vida,da  vida que nada mais nada menos se resume em você. É por isso que continuo,acredito que volte,que venha e me pegue no colo e me leve pra longe e me faça sentir tudo aquilo que eu sempre sonhei.O meu coração que é só teu, e meu olhar vai encontrar o seu,e juntos serão um só. Como nós,não existirá eu e você,somente nós.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Prometi não parar de dançar

Vem e não vai mais embora
Deita do meu colo e rola
Teu lugar é o meu lugar
Meu dever é te abrigar.
Te vejo em outro abraço
Não sei o que eu faço
Já entro em desespero
Preciso do teu cheiro.
Não há nada o que dizer
Não há o que escrever
Nem o que falar,pois
Eu sei,eu preciso ter você.

É tão ruim,dói demais
Sentir essa vontade que
Não me deixa em paz.
É tão bom,te tocar
Viver essa aventura de
Poder  sempre estar.
Correndo,sempre batendo
De cara com o muro,é mesmo
Um absurdo,mas eu fico quieto e mudo.
Eu mudo tudo,meu jeito,meu cabelo
O lugar do meu espelho,meu endereço.
Por você eu faço tudo.
És meu suspiro mais profundo,a mais
Bela paisagem do meu mundo.
És poesia,és prosa,bolero,perfume de rosa.

Entrei na roda,não vou mais parar te olhar
Enquanto eu ouvir a tua voz cantar,
Enquanto eu ouvir teu suspiro ofegar,
Teu suor a pingar sob o chão do salão,
De tanto dançar,eu prometo não parar.
Não parar de dançar,Não parar de te amar.

Vagner e o violão

Haviam calos em seus dedos,tocava tanto aquelas cordas
Havia papéis espalhados,cifras listadas e notas.
Seu único lazer,seu maior prazer era tocar.
Tua alma se expandia de acordo com os atos
que fazia,delicadamente,suavemente.

Ah garoto que não deixa-nos observar,que pena não poder olhar seu grande talento,
Só ouço de longe o meigo som e observo de sua janela entrar aquele constante vento,
E só balançam as cortinas, eu vejo teu som,ouço teu movimento,
És tão desatento e atento ao que queres ao mesmo tempo.
Eu não quero,mas acabo entendendo.

Jamais o vi sair daqui,te seu quarto só ouço zumbir,
Teu barulho não incomoda, suas fortes batidas eu sinto,
Elas querem expressar o teu grito.
És tão meigo,tão quieto e calado
Mas eles não entendem o que queres ao teu lado.

É ele,somente ele, é o maior vilão dessa tua prisão,
Arrancarei-o com meu laço,com meu articulado embalo,
Então peço permissão,e se não me deixares,entrarei de invasão
No teu quarto,no teu violão,em tuas letras e notas.
Serei o próximo e mais novo tema de sua nova canção,tocarei a mais
Profunda a canção,a canção do teu coração.

Stop in you



Não quero baderna,não quero estragos
Não quero bebidas,não quero cigarros
Não quero depois,não quero amanhã.
Não quero beber,não quero comer.
Não quero pedir,não cair.

Não posso te impedir,de ficar aqui
Só posso pedir,que deixe seus passos
bem perto, perto de onde eu possa
acompanhar e avistar tua sombra
Eu  imploro que fique,já disse e é tudo.

Quero tua pirraça,eu suportarei,
Quero teu dengo,eu lhe mimarei.
Quero teu choro,pois secarei,
Quero teu pior,Pois já sei lidar
com o teu melhor.

Me faz um bem danado te ter de longe,
Me faz uma falta tamanha te ver distante.
Me mande afastar,me faça parar
É errado,é complicado mas não há lugar
Melhor onde eu pare,a não ser,
Parar em você.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Armazém


         Ainda não sei como meu cérebro consegue suportar e armazenar tantas lembranças,tantas cenas e fazer com que elas passem feito um filme em minha cabeça dia e noite.
    Todos os momentos,idênticos,todos os dramas,as tramas. Braços,abraços,brigas,reconciliamentos   rápidos. Colo meu,beijo teu.
    É tão real suspirar sonhando, igual como no tempo exato que ocorreu.
    Mas alegria não é a mesma,ficou lá atrás e só restaram a saudade e os vultos de sua imagem, que não me deixa em paz.
    E como dizem,tudo que vai volta. Não é bem assim,esperei e ainda espero que tudo volte para mim.
    O coração aperta,o pensamento judia, o silêncio toma conta do que já se foi um dia.